Olá pessoal.

Nesses últimos meses, andei meio ausente porque tive muitos assuntos a resolver. Primeiro, veio a minha cirurgia da tireoide (como já havia explicado para vocês aqui). Acabei não comentando o resultado da cirurgia porque sabia que ainda tinha um longo e difícil caminho pela frente. Como agora tudo é passado, posso relatar, com tranquilidade, à vocês tudo que passei nesses últimos 2 meses. Prometo ser breve, até mesmo porque nem eu nem vocês temos um dia inteiro para escrever/ler um post imenso e cansativo, com detalhes não muito agradáveis. A minha intenção, como já disse várias vezes, é dividir a experiência que tive, pensando em ajudar quem procurar por uma luzinha no final do túnel quando se trata de Iodoterapia.

Tudo começou com a notícia de que os nódulos que eu tinha na tireoide eram malignos, ou seja, câncer. Recebi essa notícia de uma forma muito sincera e ao mesmo tempo, triste, de uma pessoa que é de extrema importância na minha vida: o meu marido. Na hora, eu desabei, é claro, mas depois percebi que isso nunca me abalou porque eu apenas soube que tinha um câncer depois da cirurgia, depois de estar curada. E isso foi bom! Foi fundamental para que eu não enlouquecesse.

Mesmo curada, sabia sobre a necessidade da temida Iodoterapia, um tratamento feito com a ingestão de uma solução sem cor, cheio ou sabor de iodo radioativo que obriga o paciente a ficar isolado por 2 dias em um quarto de hospital devidamente preparado para receber pacientes radioativos. Eu ainda tinha esperanças de ouvir dos médicos que a quantidade de tecido tireoidiano restante em mim era ínfima a ponto de não ser necessário o tratamento radioativo. Porém, isso não passou de uma doce ilusão. Para mim, o maior problema era ter que adiar por mais 1 ano, um sonho que esperávamos realizar ainda esse ano, o de nos tornarmos papais. Mas o que eu podia fazer? Até cogitei a possibilidade de adiar o tratamento, mas pensando no futuro, fazer esse tipo de tratamento convivendo com um bebê de 1, 2 anos, seria quase impossível evitar sofrimento de ambos os lados. Foi então que toda a preparação começou.

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